terça-feira, 12 de julho de 2011

Revolta





Havia uma menina numa cidade estranha. Essa menina não era muito feliz nesse lugar, mas ela estava aturando bem, pois um menino tinha entrado em sua vida. Esse menino parecia ter caido do céu: educado, respeitador, paciente, amigo. Mas, como nem tudo é perfeito, havia um obstáculo chamado pais criados no campo, daquela época em que toda garota casava virgem, com 16 anos e tinha um filho prematuro decorrente 5 meses de casamento.

Os pais da garota eram diferentes, tinham uma mente mais aberta, sabiam dos perigos e dos beneficios da liberdade, mas sempre confiaram na educação que deram a essa garota.

Também não era tão ruim assim, um frequentava a casa do outro sem problemas, o problema estava no horário. A garota podia passar a noite toda na casa do namorado, mas o garoto não podia fazer o mesmo na casa da namorada, porque os pais não deixavam. Essa decisão era muito contraditória e deixava a cabeça dos enamorados muito confusa.

Passado algum tempo, os dois jovens de distanciaram, pois a menina criara uma certa desconfiança a respeito dos pais do seu amor. Ela parou de ir na casa dele, ele ia embora cada vez mais cedo da casa dela. Ela se sentia só a todo momento, mesmo quando ele estava do seu lado, abraçando-a. Ela não sentia mais o calor que antes a aquecera por tantas noites. Ela não sentia mais a paixão, a vontade de fundir ao corpo do amado. Ela não sentia mais nada. E ele ficara inerte, não fazia nada para mudar a situação, apenas deixava rolar.

Acontece que, se o amor fica livre, se não cuida, não protege, ele vai embora. Vendo a indiferença do casal, o amor se distanciou e foi distanciando até que foi embora de vez. O que restou foram apenas duas pessoas, que antes eram uma só e agora parecem completos estranhos um para o outro.

E agora, quem poderá me salvar?

Mais de meio ano já passou e eu nem vi...
Olha, faculadade é uma coisa que toma tempo da gente viu, namoro também. Quando eu olho esse semestre parece que tudo que eu fiz foi estudar (cofcof) e arranjar tempo pro namorado, enquanto vejo fotos das dezenas de festas em que meus amigos foram...
Não estou dizendo que namorar seja ruim, nem que a faculdade toma todo o nosso tempo, mas... não sei, parece que tem algo faltando, mesmo tendo (quase) tudo que eu quero agora.
Só desejo que esse segundo semestre seja mais animado =D